segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O TEXTO PERDIDO
Macaqueando

Dizia um macaco a seus companheiros,
Sentados á sombra de esbeltos coqueiros:
“Espalham por aí estranhos boatos,
Que não posso crer sejam exatos
De que o homem provém de nossa raça:
Que pavor! Que vergonha! Que desgraça!

Nenhum bicho que usa nosso nome.
Deixa a mulher e os filhos passar fome.
E eu nem sei de nenhuma mãe macaca.
Que desse aos filhos leite de uma vaca,
Ou que para passear com a macacada,
Entregasse as crianças á criada.






Nenhum mono é capaz da bandalheira
De amar um pé de banana,
E depois de encher como um odre
Deixa que o alimento fique podre,
Proibindo os monos de o provar
E obrigando-os assim a ir roubar.

Nenhum macaco força um companheiro
A trabalhar pra ele o dia inteiro,
Não permitindo que o coitado tome
O suficiente para matar a fome.
Ah! o homem tem caráter muito fraco!
Não creio que descenda do macaco.”

(Autor desconhecido)


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