sábado, 28 de maio de 2016

A ratoeira.


             

A ratoeira.

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um
pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia estar ali.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o pátio da
fazenda advertindo a todos:

¯ Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:

¯ Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas
não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato então foi até o cordeiro e disse a ele:

¯ Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

¯ Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique
tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela respondeu:

¯ O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do
fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua
vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, não viu
que a ratoeira pegara a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo
sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O
fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal: a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para
alimentá-los, o fazendeiro matou o cordeiro.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O
fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e
acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma
ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

SE TENHO AFETO, ALGUÉM NÃO VAI ME AFETAR.

SE TENHO AFETO, ALGUÉM NÃO ME AFETAR.

"Um  taxista seguia conversando com seu passageiro quando foi bruscamente  fechado por um caminhão, como se nada estivesse acontecido seguiu viagem, porém o caminhoneiro sem motivo nenhum aparente começou a provocar o chofer, a pessoa no banco de trás ficou intrigado pois o seu contratado não tomava ou esboçava nem sequer uma reação. Indagou, O senhor não vai fazer nada? De forma alguma respondeu, por que não? Insistiu o passageiro. O experiente profissional do volante, acostumado a guia sua vida também no caminho certo, respondeu". 

Todos os dias, pessoas que, não tem afeto, afetam, saem cheias de coisas ruins, como se fossem um caminhão cheio de lixo, para descarregar em alguém, quando acham despejam todo seu lixo e vão embora a procura de um lixão para se carregarem novamente. Sinceramente eu não vou ser a lixeira deste motorista desequilibrado. 

As pessoas de bem, e outras não, a todo momento querem demostrar seu afeto, porém veja o paradoxo, não podemos deixar-nos  sermos afetado. Temos a tendência de preocupar-nos com o que as pessoas acham e pensam de nossa pessoa, até ai tudo bem, o problema é quando outros externam suas opiniões em nosso favor querendo nos afetar. Provocações, insinuações rótulos só podem afetar alguém quando ela não tem personalidade, caráter e segurança daquilo que realmente é. ( saindo um pouco da teoria de Spinoza).

Quando um ser coloca minha preferência sexual em dúvida, através de um xingamento, é ele quem está colocando em dúvida, não eu. Porque me ofenderei, se for verdade tudo bem, se não for ele está mentindo e concomitantemente não ficarei ofendido . 

No trânsito dirigindo dei um vacilo, a vítima do meu vacilo carregada de lixo ,ver a oportunidade de descarregar tudo em cima de mim, pois já está derramando e tem que encontra uma lixeira o mais rápido possível, então ele começa a colocar a reputação da minha mãe em questão.  Ou ela (mãe) é, ou não é, o que ele falou, porquê? Me ofenderei, não tenho motivo para aceitar a provocação. 

Pessoas ficam doentes a vida inteira pois foram afetadas pelo que não era verdadeiro, palavras ficaram cravadas no peito sem ao menos serem autênticas, por fraqueza culpam outros por isto, os culpados somos nós mesmo que aceitamos os afetos. Não posso culpa um espinheiro quando aceitei o seu afeto, querendo um abraço, me joguei em cima e me espeitei todo, ele só fez o que lhe é natural, furar e machucar. 

Tenha certeza do que és, e assim não precisará de afeto.

Henisio Pires Gonçalves.